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VELHO
ATEU
Eduardo Gudin/ Roberto Riberti
Um
velho ateu
Um bêbado cantor
Poeta
Na madrugada
Cantava esta canção seresta
Se
eu fosse Deus
A vida bem que melhorava
Se eu fosse Deus
Daria aos que não tem nada
E
toda janela fechava
Pros versos que aquele poeta cantava
Talvez por medo das palavras
De um velho de mãos desarmadas
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